Apesar do relativamente alto poder aquisitivo da sociedade nipônica, em Tóquio, manter um carro pode sair mais caro do que a compra do mesmo. Aqui, é proíbido estacionar em via pública - um motorista no Japão precisa comprovar que possui estacionamento para o automóvel, no momento da sua compra -, e não faltam pedágios e impostos para motoristas, até mesmo sobre o peso do veículo. Isso sem contar na lei seca, que no Japão já existe há tempos e cobra salgados R$26.398,00 ao motorista que for flagrado embriagado e ainda R$13.199,00 aos cúmplices que estiverem pegando carona com o sujeito. Ou seja: no final das contas, até mesmo quem tem o seu BMW, guarda-o para ocasiões especiais e, no dia-a-dia, anda mesmo é de trem.
Isto somado à geografia da cidade, com suas estreitas ruas que mais parecem maquetes, impede a existência de muitos outdoors. Resultado: até mesmo a propaganda pega carona no trem. Os vagões das inúmeras linhas ferroviárias de Tóquio são patrocinados por grandes marcas, com banners e plotagens internas. Investimento rentável, uma vez que num mesmo vagão cabem (e trafegam!) cerca de 200 pessoas a cada estação, na hora do rush.
Considero a mídia um tanto tímida, visto que os formatos de anúncios são geralmente os tradicionais: banners internos e, no máximo, pequenos displays com amostras do produto ou adesivos nas alças de apoio. Sinto falta de algo mais inovador, como alças de apoio inusitadas, adesivos externos e até mesmo nas portas ou no chão. A tecnologia dos trens modernos e pontuais já chegou aqui, talvez falte apenas a criatividade dos brasileiros na hora de anunciar.
